Boletim  - APAREM - SINDIMOTOR

Concorrência Predatória CONCORRÊNCIA PREDATÓRIA:
UMA BRIGA QUE NÂO TEM VENCEDOR.

TODOS PERDEM!

As empresas que operam em mercados muito competitivos estão sempre envolvidas em guerras de preços na disputa pelos clientes.

Em nosso ramo, retífica de motores, em certas regiões do estado de São Paulo, a briga de preços entre as empresas chegou às raias da loucura, mais parecendo uma briga de galo, uma rinha com esporadas no peito, bicadas no olho, penas voando e sangue escorrendo. É um vale tudo para derrotar e liquidar o concorrente, conseguir o serviço do cliente, e... perder dinheiro.

A retífica que trabalha na mentalidade do “cubro qualquer oferta”, opera no prejuízo, se endivida nos bancos, atrasa os pagamentos dos fornecedores e dos impostos. O final do drama nós conhecemos: acaba a empresa!

Nós temos recebido muitas e muitas reclamações dos donos de retíficas sobre a concorrência predatória que está ocorrendo no setor. Os retificadores sérios, aqueles que pretendem continuar no ramo, precisam mudar esta situação.

Alguns especialistas no sistema capitalista defendem preços livres de mercado e que não há deslealdade nesta prática, uma vez que: se praticar preços baixos, é “concorrência predatória”; se praticar preços altos, é “preço abusivo”; se praticar os preços do mercado, é “cartel”.

Não é simples assim no ramo de retífica de motores. Os motores não são “produtos de prateleira”, são reconstruídos de forma artesanal, com diversas possibilidades na execução dos serviços. Vamos às questões básicas sobre a empresa que ofertou o menor preço para a retífica de um determinado motor: Ela possui o maquinário adequado? Os seus técnicos estão capacitados para trabalhar nos motores atuais? Os serviços serão realizados de acordo com as normas da ABNT NBR 13.032 – Retífica de Motor? As peças serão mesmo trocadas por peças novas e de primeira linha? A retífica é associada de uma entidade de classe, que lhe forneça toda a orientação técnica para a execução correta dos serviços e o perfeito funcionamento do motor?

Se a resposta for não para pelo menos uma dessas questões, o prejudicado será o “esperto” do cliente que preferiu preço à qualidade. Se a resposta for sim para todas as perguntas, e o preço estiver muito abaixo do mercado, só nos resta imaginar que o dono da retífica não sabe fazer contas, calcular custos e formar corretamente os preços, ou “enlouqueceu” e quer sair do ramo o mais rápido possível. E para a retífica que trabalha certo, o que fazer? Melhorar a qualidade sempre. Saber comunicar ao cliente as diferenças entre os serviços. Participar da sua associação, a APAREM, para

Zauri Candeo ajudar a mudar a mentalidade dos que praticam a guerra de preços e
 acabam provocando a tragédia empresarial no setor.
  Afinal, a concorrência predatória é como briga de galo,
  aquele que não morre fica cego.
   Ou morre na próxima rinha.



Zauri Candeo


Presidente do Sindimotor e da Aparem e Vice-presidente Nacional do Setor    

da Reparação Automotiva da Cebrasse - Central Brasileira do Setor de Serviços.

QUAL SERÁ O FUTURO DA FROTA DE VEÍCULOS REPROVADOS NA INSPEÇÃO VEICULAR AMBIENTAL?

E por que não temos um Programa de Incentivo para a retífica e reparação dos motores poluidores?

Inspeção Veicular Que a Inspeção Veicular Ambiental é uma excelente medida para o controle da poluição dos grandes centros urbanos, como a cidade de São Paulo, não há o que discutir. Os motores dos veículos, funcionando dentro das especificações técnicas corretas, consomem menos combustíveis e óleos lubrificantes, emitem menos poluentes, e ajudam a reduzir os acidentes e os congestionamentos originados por quebra mecânica. São grandes benefícios para os proprietários dos veículos, para a sociedade, e para os governos que, ao diminuírem os acidentes e as doenças respiratórias causadas pela poluição, reduzem - em muito - os gastos com a saúde pública.

Se a Inspeção Veicular Ambiental é tudo de bom, então onde está o problema?

O problema está no baixo índice de comparecimento e reprovação: em junho, último mês para os veículos com final de placa 3, apenas 48,6% dos veículos licenciados passaram pela Inspeção e, destes, 20,9% foram reprovados.

Resultado: mais de 200 mil veículos, em São Paulo, estão com as transferências e os licenciamentos bloqueados.

E como resolver a situação dos automóveis, picapes, ônibus e caminhões que têm os motores muito desgastados, os milhares de casos em que uma simples troca de óleo, filtros e velas não resolvem para passar na Inspeção? Ou seja, são motores cansados, sem taxa de compressão, queimando e vazando óleo, e que necessitam ser retificados.

O Sindimotor e a Aparem, há mais de um ano, vêm solicitando junto aos governos federal, estadual e municipal, a implantação de um “Programa de Incentivo à Retífica e Reparação de Motores Veiculares”, baseado em três pontos:

1) Redução dos impostos para as autopeças e para os serviços de retífica e reparação de motores.

2) Criação de uma linha de crédito do Banco do Brasil, um produto específico para financiar a restauração dos motores, um Pró-Motor ou Renovamotor, como o Programa Pró-caminhoneiro, que é o financiamento de caminhões e picapes novos com taxa de juro de 0,37% ao mês (junho de 2010) e prazo de até 72 meses para pagar, além do IPI zero.

3) Veiculação de uma campanha publicitária, para informar a existência destas facilidades ao público e estimular os proprietários a regularização dos motores dos seus veículos.

Todo incentivo para a venda de veículos novos no Brasil é ótimo, mas não podemos esquecer dos proprietários dos veículos mais antigos, de menor poder aquisitivo, que não podem ou não querem, neste momento, arcar com as prestações de um veículo novo e precisam estar com os seus veículos em ordem, vistoriados, aprovados e licenciados.

Muitos veículos antigos são usados como “segundo carro” para rodar nos dias de rodízio, e são grandes poluidores.

E qual o risco, se não corrigirmos o problema já?

Podemos ter, em um curto espaço de tempo, uma enorme frota de veículos sem a Inspeção, sem licenciamento, sem segurança, sem um motor decente, poluindo para valer e... circulando fora da lei!

Retíficas e reparadoras de motores despreparadas causam transtornos

Uma, duas, três ou mais vezes, o dono do veículo retorna à oficina por não conseguir a aprovação na Inspeção Veicular Ambiental. Neste momento crítico, o “reparador” diz: “Vou tentar te ajudar, mas não posso garantir nada. Ninguém está passando nesta tal inspeção”. O cliente, esperançoso, será enganado mais uma vez. E claro, vai pagar a conta de novo.

Este é um dos casos em que houve má fé. Ele sabe que o motor precisa ser retificado e que a simples troca de algumas peças como filtros, óleos e velas jamais vai fazer o motor funcionar dentro dos índices exigidos das emissões de poluentes. Existe também o “mecânico” que vai na base da “tentativa e erro”, e como só dá erro, o cliente vai perdendo tempo e dinheiro. É o “mecânico” incompetente, não tem conhecimento, ferramentas, e muito menos a máquina analisadora dos gases.

Estas “oficinas” despreparadas, ética e tecnicamente, geram conflitos com os clientes e denigrem o setor.

DNA dos Motores da Aparem: + 26%

As consultas ao “DNA dos Motores”, acessadas via site da Aparem, tiveram um aumento de 26% no primeiro semestre de 2010 comparado ao mesmo período de 2009.

A média mensal, no primeiro semestre de 2010, ultrapassou os 12 mil acessos, o que significa um expressivo número de consultas às especificações técnicas dos motores, pelos retificadores associados.

O crescimento pode ser explicado pelo fato de que o “DNA dos Motores” é uma ferramenta precisa, fácil e rápida de usar e traz segurança para a correta retífica e montagem dos motores, sejam nacionais ou importados, ciclos otto e diesel.

MAIS UMA VITÓRIA DO SINDIMOTOR E DA APAREM:
PUBLICADA A NORMA ABNT - REINSTALAÇÃO DE MOTORES

Temos a satisfação de informar que o Projeto 05:101.01-008 foi publicado como Norma ABNT NBR 15831:2010 - Veículos Rodoviários Automotores - Remoção e Reinstalação de motores.

Objetivo: esta Norma estabelece os princípios gerais para remoção, reinstalação e funcionamento de motores alternativos de combustão interna de aplicação rodoviária, agrícola, industrial, marítima, estacionária e ferroviária, bem como dos seus componentes agregados e periféricos, a partir das características, conforme especificações do fabricante do motor, nas suas mais diversas aplicações. Após 2 anos de luta das nossas entidades, a norma de Reinstalação de Motores foi finalmente publicada em 24/05/2010, contrariando interesses políticos de pessoas que lamentavelmente querem representar o nosso setor e que obstruíram todo o trabalho para a finalização do projeto, com críticas não construtivas e atitudes que impediram a votação e publicação da norma por duas vezes, indo, estranhamente, contra os interesses de todo setor, já que este projeto é de fundamental importância para o nosso segmento, uma vez que contribui para a padronização nacional da qualidade.

Sentimo-nos recompensados por mais esta vitória que favorecerá todo o setor da reparação, retíficas, e fabricantes de motores novos, gerando um efeito positivo para os empreendedores e profissionais da área que terão uma referência para uma prestação de serviço de qualidade, beneficiando o meio ambiente, a geração de empregos e, principalmente, o consumidor que possui mais uma ferramenta com orientações claras para a reinstalação do motor; afinal, de nada adianta retificar um motor com qualidade, seguindo rigorosamente a norma da ABNT - NBR 13.032, se a reinstalação for incompleta ou mal feita.

Estamos orgulhosos de sermos uma referência, reconhecidos em nível nacional e termos nossos trabalhos apontados como sendo de grande relevância para os retificadores, reparadores de motores e fabricantes de autopeças, contribuindo para o desenvolvimento de nosso setor e melhorando a qualidade dos serviços prestados ao consumidor.

O presidente do Sindimotor e da Aparem, Zauri Candeo, na qualidade de coordenador do Grupo de Trabalho para a elaboração desta Norma, agradece especialmente aos representantes das entidades, empresas e consumidores que participaram de todas as reuniões do grupo para A elaboração e publicação desta importante Norma.

Normas técnicas da ABNT gratuitas!
Aproveite para montar a sua biblioteca técnica

A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, em convênio com o Sebrae-SP, está fornecendo gratuitamente as normas técnicas do setor da reparação de veículos para as micros e pequenas empresas – MPE.

Entre estas Normas, as empresas de retífica e reparação de motores poderão adquirir, sem custo, as normas NBR 13.032 – Retífica de Motores, NBR 15.831 –Reinstalação de Motores, e demais normas da ABNT que compreendem os agregados e periféricos do motor.

As empresas devem se cadastrar na ABNT: www.abntcatalogo.com.br/sebrae Se a sua empresa ainda não possui estas importantes normas que custam, por exemplo, R$ 78,50 (junho/2010) para a NBR 13.032, aproveite esta ótima oportunidade e monte a sua biblioteca técnica. No site www.aparem.org.br você encontra a relação de normas da ABNT disponíveis para a reparação automotiva.

Veja Aqui

Para aprovação do motor na Inspeção Veicular Ambiental

Para que os retificadores e reparadores de motores possam executar os serviços de retífica, reparação e regulagem do motor, de forma que as emissões de poluentes fiquem dentro do exigido por lei, recomendamos:

1- Ao retificar o motor, seguir rigorosamente a NBR 13.032 da ABNT- Retífica de Motor.

2- Para a remoção/reinstalação do motor, seguir a NBR 15.831 Reinstalação do Motor.

3- Para os motores do ciclo diesel, utilize um Opacímetro, aparelho de precisão que, através de uma sonda colocada no escapamento, mede a quantidade de fumaça emitida pelo motor. Utilize a NBR 10.037 da ABNT, que indica as acelerações que devem ser executadas para a medição.

4- O Analisador de Gases é o equipamento utilizado para medir, através de infravermelho, as emissões dos motores do ciclo otto. Com uma sonda instalada no escapamento, ele é capaz de medir os gases HC (hidrocarbonetos), O2 (oxigênio), CO (monóxido de carbono) e CO2 (dióxido de carbono).

5- No momento da compra do Opacímetro e do Analisador de Gases, opte por modelos homologados pelo Inmetro, e não se esqueça de que todo maquinário exige manutenção e aferição periódicas.

6- Para retificar, reparar e regular o motor, é muito importante estar de posse das especificações técnicas 100% corretas deste modelo de motor.

Para isso, você pode contar com o Sindimotor e com a Aparem.

Pesquisa da CEBRASSE aponta um 2010
positivo para o setor de prestação de serviços

A Central Brasileira do Setor de Serviços – CEBRASSE – realizou uma pesquisa que aponta tendências e preocupações dos empresários prestadores de serviços para 2010 e mapeia a faixa salarial e escolaridade dos funcionários.

O resultado da pesquisa indica que a expectativa do setor de serviços é de crescer mais do que os outros segmentos econômicos, embora a preocupação seja a de manter custos competitivos e a eficiência da gestão.

O otimismo dos empresários se revela nos números: 93,4% têm a expectativa de crescimento do faturamento em relação a 2009. Apenas 3,3% dos entrevistados têm a expectativa do faturamento ficar abaixo do registrado em 2009.

A pesquisa completa está em www.cebrasse.org.br/pesquisa_setor_servicos.php