NEGOCIAÇÃO SALARIAL 2009/2010

                                   
Considerações: 

1) Em 28 de agosto de 2009, o Sindimotor recebeu da Federação dos Metalúrgicos de São Paulo a Pauta de Reivindicação da Campanha Salarial 2009, com 140 cláusulas reivindicatórias.
2) No dia 1° de setembro de 2009, a diretoria do Sindimotor se reuniu para discutir os pontos da Pauta de Reivindicação.
3) No dia 23 de setembro de 2009, houve a primeira reunião com a Federação dos Metalúrgicos para formalização da Data Base.
4) Em 08 de outubro de 2009, participamos da segunda reunião com a Federação para apresentação dos índices de Reajuste Salarial.
5) Desde o ano de 2002, quando o Sindimotor foi fundado (pelo desmembramento do Sindirepa-SP), estamos lutando para SEPARAR O JOIO DO TRIGO, ou seja, sair da condição de INDÚSTRIA, o que nos equipara aos grandes fabricantes de autopeças e de veículos, para o enquadramento na atividade econômica a que realmente pertencemos, como empresas PRESTADORAS DE SERVIÇOS.
6) As grandes indústrias, com as suas linhas de produção automatizadas, tem apenas 5% do custo do produto aplicado em mão de obra, enquanto as empresas de retífica e reparação de motores tem mais de 45% de seu custo representado pela aplicação da mão de obra.
7) As oficinas das concessionárias de veículos, com todo o apoio técnico, tecnológico e de mercado oferecido pelas montadoras, são enquadradas no ramo de COMÉRCIO, em que as negociações são moderadas e coerentes.
8) Também reivindicamos a alteração das datas dos reajustes salariais para os meses de abril e junho ao invés do início do ano, época de baixo faturamento das retíficas em razão das férias, festas de final de ano, carnaval, gastos com matrículas e materiais escolares, pagamentos de IPTU, entre outras despesas, que impedem os consumidores a gastarem com a retífica dos motores.
8) Toda essa confusão no enquadramento do nosso setor se deve ao fato de que o Sindirepa-SP é denominado Sindicato da INDÚSTRIA e a Negociação Salarial realizada pelo Grupo 10 da FIESP.
9) O fato é que alguns dirigentes sindicais trocaram a defesa do nosso segmento por um “TRONO” dentro das federações.
10) O Tribunal Regional do Trabalho – TRT sempre julga o nosso Dissídio Coletivo de acordo com o que já foi negociado com o Grupo 10.

Das consequências:

1) As empresas do nosso setor não vão conseguir manter este ritmo de aumentos salariais, abonos e pisos salariais elevados, datas dos reajustes em épocas impróprias, entre muitas outras reivindicações.
2) Em função do alto Piso Salarial não conseguiremos formar mão de obra qualificada e nem gerar o primeiro emprego aos jovens.
3) Os nossos custos ficarão cada vez mais proibitivos, levando os consumidores para o mercado de desmanche e para outras alternativas.
4) Toda esta perda de competitividade nos levará ao encolhimento no número de funcionários, queda na produção e perda do mercado, o que trará a terrível consequência que todos nós queremos evitar: o extermínio do setor de retífica e reparação de motores.

Informamos que as negociações coletivas não foram finalizadas e, caso a empresa receba algum “Aviso de Greve” do Sindicato dos Metalúrgicos para negociação direta, entre em contato imediato com o SINDIMOTOR.
Orientamos que as empresas NÃO FECHEM ACORDOS DIRETOS COM O SINDICATO DOS METALÚRGICOS, uma vez que esses acordos enfraquecem nossas negociações e abrem precedentes de negocições diretas para o próximo ano.

NÃO VAMOS DEIXAR ISSO ACONTECER. UNA-SE AO SINDIMOTOR NO LEGÍTIMO DIREITO DE DEFENDERMOS AS NOSSAS EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇO!